Destaques

  • Mais de seis mil professores são mestres pelo ProfMat

    Criado em 2011, o Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (ProfMat) já titulou 6.474 professores atuantes em salas de aula na educação básica. A CAPES ressalta a iniciativa neste Dia Nacional da Matemática, 6 de maio. O curso é ofertado em todo o País por uma rede de 106 instituições associadas e tem, hoje, 2.670 alunos matriculados. Um desses milhares de mestres é Gleison Silva, ex-aluno do ProfMat pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Professor em Fortaleza (CE), ele desenvolveu um projeto em que usava tirinhas de quadrinhos para ajudar no ensino da disciplina em sala de aula. O tema virou trabalho de conclusão do curso e o educador venceu, em 2021, o 33º Troféu HQMIX, o “Oscar dos quadrinhos” no Brasil, na categoria Dissertação de Mestrado. “O ser humano é, essencialmente, um ser matemático, mas muitas vezes o pessoal se distancia da matemática, diz que ‘não é para mim’”, lamenta Gleison. “E o quadrinho tem esse aspecto lúdico, de usar a imagem, usar as cores, de transportar as crianças, os adolescentes, os jovens para um mundo fictício, imaginário, por vezes de fuga da realidade”, explica o autor da dissertação Matemática básica em quadrinhos: algumas aplicações das HQs em sala de aula. Viviane Oliveira, coordenadora nacional do ProfMat e pesquisadora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), observa que o Programa é desenvolvido de forma pensada por educadores. “O ProfMat vem de uma demanda dos próprios professores. É uma longa experiência, desde 2011, de entender o que eles precisam. Quando se vê os depoimentos dos professores e das direções escolares, é de se admirar a diferença que o mestrado faz”, afirma. Para ler a matéria completa acesse: https://www.gov.br/capes/pt-br/assuntos/noticias/mais-de-seis-mil-professores-sao-mestres-pelo-profmat#:~:text=Criado%20em%202011%2C%20o%20Programa,da%20Matem%C3%A1tica%2C%206%20de%20maio

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  • I Encontro Mineiro do PROFMAT

    Pesquisas e perspectivas para o ensino da Matemática29 a 30 de Julho de 2022 O I Encontro Mineiro do PROFMAT é uma iniciativa das Instituições Associadas ao PROFMAT no Estado de Minas Gerais e tem como proposta promover a integração e troca de experiências entre pesquisadores, docentes, discentes e egressos do Programa, bem como toda a comunidade acadêmica e professores interessados nas discussões relacionadas ao Ensino de Matemática na Educação Básica. Ao todo, são 09 (nove) Instituições Federais de Ensino em Minas Gerais que ofertam o PROFMAT. Além do CEFET-MG, que sediará o Evento, as Universidades Federais de Juiz de Fora (UFJF), de Lavras (UFLA), de Ouro Preto (UFOP), de São João del-Rei (UFSJ), do Triângulo Mineiro (UFTM), de Uberlândia (UFU), de Viçosa (UFV) e do Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) também promovem a formação continuada do professor de Matemática pelo Programa. O I Encontro Mineiro do PROFMAT tem por objetivos: Promover a integração e troca de experiências entre pesquisadores, docentes, discentes e egressos das Instituições Associadas ao PROFMAT do Estado de Minas Gerais e de todo o território nacional;Divulgar o PROFMAT entre professores de Matemática atuantes na Educação Básica;Estimular a produção e comunicação de pesquisas relacionadas ao Ensino de Matemática;Contribuir para parcerias interinstitucionais e criação de grupos de trabalho/pesquisa voltados para a formação do professor de Matemática e o ensino e aprendizagem da Matemática;Divulgar a produção dos docentes, discentes e egressos do PROFMAT. As vagas para participação no Evento são limitadas, por isso garanta logo a sua realizando a inscrição pelo site https://www.even3.com.br/iemprofmat2022. Esperamos você em Belo Horizonte! Comissão Organizadora do I Encontro Mineiro do PROFMAT

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  • Workshop Profmat – UTFPR Toledo

    O Curso de Licenciatura em Matemática juntamente com o PROFMAT da UTFPR Toledo, vem convidá-los para participar da IX Semana Acadêmica da Matemática e III Workshop do PROFMAT (evento híbrido), de 02 a 06 de maio de 2022. O evento terá como tema: “Formação docente em matemática: Políticas, Práticas e Tendência”.  Serão realizadas palestras, mesa de discussão, oficinas e sarau. Mais informações e inscrições: www2.td.utfpr.edu.br/semat/IX_semat/

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  • Edição Especial da Revista ENSIN@ UFMS –  Profmat: Contribuições para o Ensino de Matemática

    A Revista ENSIN@ UFMS apresenta uma Edição especial com temática Profmat: Contribuições para o Ensino de Matemática, organizado pelos professores Fernando Pereira de Souza (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Três Lagoas), Rinaldo Vieira da Silva Júnior (Universidade Federal de Alagoas, Campus de Arapiraca) e André Vicente (Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Cascavel).  Essa edição temática é dedicada aos professores de Matemática da Educação Básica, que não mediram esforços durante o ano de 2021 para ensinar por meio da modalidade do Ensino Remoto Emergencial, devido ao contexto da pandemia da covid-19.     Acesse a publicação aqui: v. 2 n. Esp. (2021): Edição Temática – Profmat: Contribuições para o Ensino de Matemática | Revista Ensin@ UFMS

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  • Professora Egressa do Profmat – UFAL utiliza dados de Messi para facilitar aprendizado de matemática

    Claricy Alves da Silva é professora na cidade de Santana da Ipanema, em Alagoas, e ensina matemática há 19 anos. Ciente da dificuldade de alguns alunos em aprender a matéria, a educadora decidiu usar um artifício para aproximar os cálculos e números da realidade dos seus alunos. “A matemática já tem essa visão, de preconceito. Quando a gente, na sala de aula, já é o carrasco antes mesmo de passar na porta. Então até você mudar essa ideia nos alunos é difícil”, disse Claricy em entrevista ao UOL. A professora da rede estadual decidiu usar as estatísticas de Lionel Messi para ajudar os alunos do 2º ano do Ensino Médio a entender a matemática. Ela usou dados de chutes a gol e probabilidade de acerto do argentino que atua no PSG. “O material tem uma trave que tem pontos azuis [erros] e laranjas [gols]. Esses pontos dão ideia da posição de onde ele chuta e de onde ele acerta mais. A ideia era que eles notassem onde o Messi atuava melhor baseado nesses dados. Essa atividade não tem resposta certa, eles tinham que interpretar.” Na atividade, Claricy relatou que ao analisar as estatísticas, os alunos refletiram sobre o potencial das finalizações de Messi. “Como era uma questão aberta, eles começaram a chegar a algumas conclusões: ‘Será que ele erra isso tudo mesmo?’ ‘Então ele é persistente porque se ele erra tudo e mesmo assim, ele é o melhor do mundo, então é porque ele não desiste’, coisas do tipo”, conta a professora. “O bom desse tipo de atividade é que não tem [resposta exata]. Realmente ele vai pensar, como a gente diz, fora da caixinha mesmo. Não é aquela equação que o x vai ter que dar 10 e todo mundo vai encontrar 10. É a maneira como cada um visualiza. A mentalidade trabalha a valorização do erro e trata o erro de forma diferente para que eles se sintam mais acolhidos e tenham mais oportunidade de falar, mostrar que todo mundo é capaz, mas que precisa das condições necessárias, do apoio, do estímulo”, explica. Além de estimular o interesse dos alunos, a educadora revelou que este tipo de ação consegue até mesmo despertar a atenção dos alunos mais introspectivos. “Um aluno que até então não falava e tinha dificuldade de falar nas aulas me chamou atenção. Ele não joga futebol, mas joga muito videogame, então sabia praticamente todos esses dados de Messi, que ele é esquerdo, onde joga, quais ligas participava, ele sabia explicar como funcionam as ligas”, contou. Nesse sentido, Claricy considera que o uso de ferramentas como o esporte podem potencializar o aprendizado e gerar uma discussão saudável entre os estudantes em sala de aula. “A gente fez até uma feira ‘Matemática e Esporte’, só relacionando essa questão de onde a matemática entrava nos esportes. Fizemos um trabalho bem detalhado de natação. Por que o atleta fica naquela posição? O que acontece com os braços dele quando trabalham naquela posição? Qual era o ângulo do braço para ele ter maior impulso? Também entrou a questão do basquete, da parábola para acertar a bola na cesta. A gente já fez medição da quadra de basquete, calculou direitinho, pesquisou qual o tamanho indicado para construção das quadras e descobriu que a quadra da nossa escola não estava de acordo com as instruções”, lembra. “Quando a gente fala de outros esportes, eles têm dificuldades para entender porque aqui, principalmente no interior, tanto meninos quanto meninas têm paixão maior por futebol ou futsal. Natação é difícil e não tem investimento em quadras de outros esportes. [futebol é] O que eles mais conhecem e o que mais gostam e é o que eu aproveito mais.”, ressalta. Além de Messi, a professora também já usou a tabela do Campeonato Brasileiro para mostrar o lado estatístico e repleto de cálculos do futebol, no qual as equipes precisam as chances de classificação, rebaixamento e título. Com isso, Claricy entende que consegue aproximar a matemática com assuntos que estão no cotidiano dos alunos. “Quando não faz sentido, a chance de sucesso é quase nula”, afirma. Reprodução ISTOÉ

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